Artigo
COLNIZA - MPE requer afastamento cautelar de presidente da Câmara Municipal
Por CLÊNIA GORETH
O
Ministério Público do Estado de Mato Grosso requereu nesta quinta-feira (15/02)
o afastamento cautelar do presidente da Câmara Municipal de Colniza, Rodolfo
César Andrade Gonçalves, conhecido como “Sargento Rodolfo”. O pedido liminar
consta em ação civil pública proposta contra o parlamentar por ato de
improbidade administrativa. O vereador também responderá a ação
penal por falsidade ideológica.
De acordo com o MPE, o “Sargento Rodolfo” é acusado de
emitir declaração falsa em quatro documentos (Edital de Convocação 011/2017,
Portaria 065/2017, Ofício 0176/2017 e Edital de Convocação 012/2017) com
intuito de assegurar a realização de sessão extraordinária para votação da
cassação do então prefeito da cidade, Esvandir Antonio Mendes, assassinado em
15 de dezembro do ano passado. A sessão estava agendada para o dia 16 de
dezembro.
Segundo consta na ação, os atos administrativos assinados pelo
presidente da Câmara foram datados em 13 de dezembro de 2017, no mesmo dia em
que ele se encontrava em Cuiabá em reunião com o Governador do Estado e o então
prefeito de Colniza. A convocação dos parlamentares para a sessão
extraordinária, conforme o MPE, ocorreu antes mesmo do recebimento do parecer
final da comissão processante, o que leva a crer que os documentos foram
assinados antes da viagem do presidente da Câmara para Cuiabá.
“O presidente da Câmara já havia antecipado ato administrativo antes
mesmo da conclusão do Relatório Final da Comissão Processante, invertendo ordem
lógica do procedimento”, diz a ação do MPE.
Segundo o Ministério Público, a Lei determina que, após a conclusão do
Relatório Final da Comissão Processante, seja aberta vista do processo ao
denunciado para razões escritas no prazo de cinco dias. Além disso, o relatório
final deveria ter a assinatura de todos os integrantes da comissão, o que
também não ocorreu. O documento foi assinado apenas pelo relator da Comissão,
vereador Clínio Tomazi, que atualmente está afastado das funções por
determinação judicial proferida em Ação Civil Pública proposta pelo Ministério
Público.
INVESTIGAÇÃO: Três
meses antes da sua morte, ocorrida em 15 de dezembro de 2017, o ex-prefeito
Esvandir Antônio Mendes esteve na Promotoria de Justiça de Colniza e declarou
ter sofrido ameaças, revelando interesse do presidente da Câmara na sua
cassação. No primeiro ano de seu mandato, o ex-prefeito de Colniza respondeu a
três processos de cassação pela Câmara de Vereadores.



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